Segredinhos para ensaiar e estudar Canto Coral - Dicas da Tici

Em minhas pesquisas e leituras encontrei essas 15 dias muito preciosas, práticas e simples que contribuem muito para todo tipo de coro. Esse é o tema do Dicas da Tici dessa semana! 



O SONHO DE TODO REGENTE 
Por Patricia Costa

1. Frequência: é fundamental! Faltar ao ensaio faz com que você se distancie de todo o processo, além de desfalcar seu naipe. Somos muitos, mas cada voz é muito importante! Portanto, faça o possível para estar sempre presente.

2. Pontualidade: também é fundamental! Procuramos ensaiar com a carga mínima necessária para que nosso trabalho aconteça. Calcule seus horários para que você não perca os preciosos minutos de nossos ensaios.

3. Pasta para arquivar as partituras: você deve trazê-la para TODOS os ensaios, mesmo quando já sabe uma música de cor. Muitas vezes, faremos modificações significativas e, convenhamos, se o regente disser “vamos pegar do compasso 20, segundo tempo” você, provavelmente não saberá do que se trata se não estiver com a partitura na sua frente.

4. Partituras: ainda nesse assunto, lembre-se que quando cantamos com a partitura na nossa frente, podemos usá-la como recurso de ricochete de voz, fazendo com que nos ouçamos melhor durante o ensaio. Portanto, dividir a partitura com o colega, além de ser mais dispersivo, nos priva desta facilidade.

5. Lapiseira: é elemento essencial de nossos ensaios. Tudo deve ser anotado, para que não percamos tempo repetindo o que já foi dito, corrigido ou modificado. Há marcações valiosas como respiração, alteração e/ou correção de uma determinada nota, passagens complicadas que precisam ser enfatizadas, pronúncia de língua estrangeira, etc. O que não for anotado poderá ficar esquecido e terá que ser relembrado, gerando pouca produtividade no ensaio.

6. Postura: por mais cansados que estejamos, existe uma postura comprovadamente importante para cantarmos bem. Isso deve ser respeitado, sem que o regente precise chamar a atenção o tempo todo.

7. Nota de início: muitas vezes nos acostumamos a não saber a nota com a qual vamos atacar um trecho e ficamos esperando os colegas de naipe começarem. Isso gera um efeito horrível, pois se muitos do coro partirem deste princípio teremos um grupo que só acerta a partir da segunda nota!

8. Concentração: por mais irresistível que seja, devemos sempre deixar a conversa para o intervalo ou para depois do ensaio. Estar concentrado no trabalho desde o aquecimento é a certeza de um ensaio fluente e proveitoso, o que sem dúvida, acarretará em muito prazer!

9. Comentários: sempre que o regente corta um trecho, é porque deve ter algo a dizer! Portanto, espere o comentário dele, ao invés de sair trocando “ideia” com o colega do lado!

10. Comunicação: caso precise faltar, comunique-se com algum deles, avisando previamente do desfalque. Caso isso não seja possível, entre em contato com um dos colegas para saber o que ensaiamos, para que você não se sinta “boiando” no ensaio seguinte.

11. Rouquidão: recomendamos que o coralista que está rouco – salvo quando sente mal estar – participe do ensaio, sem cantar. É uma forma de não perder o contato com o que estamos trabalhando e com certeza poupará trabalho quando ele voltar a cantar. E não se esqueça de deixar seu regente ou preparador vocal sempre a par do seu desempenho; qualquer desconforto, dor, cansaço vocal, rouquidão, irritação, etc., deverá ser comunicado imediatamente!

12. Gravador: não há nada de errado em levarmos um gravador para os ensaios. Muito pelo contrário, isso facilita bastante àqueles que não sabem ler partitura, além de possibilitar a escuta das músicas gravadas, enquanto executamos outras tarefas do dia-a-dia. Bem, essa lista vale para todos os coros! Não há ordem de importância; cada tópico listado servirá para que a atividade coral seja algo muito mais prazeroso para todos!

13. Treino individual: quando o regente estiver passando um naipe, otimize seu tempo e cante mentalmente a sua linha. Esse é um difícil exercício e só a tentativa já o deixará mais seguro quando for a hora de cantar de verdade! Experimente!

14. Lubrificação: beber água durante os ensaios pode ser muito valioso para a proteção das cordas vocais. Procure trazer uma garrafinha (para evitar sair do seu lugar) e encha com água em temperatura ambiente.

15. Caixinha: se foi estipulada uma caixinha, não faz sentido alguns alunos pagarem e outros não, fora os casos justificados previamente. Portanto, por menor que pareça ser a quantia, esteja em dia com seu grupo!

Acomodar jamais!

Tudo o que me acontece tem algo há me ensinar. Mesmo aquelas situações que não deram muito certo, as difíceis e dolorosas.
Tenho olhado a vida como o ciclo de uma árvore. Toda árvore, por maior que seja, já foi pequenina, uma semente. Sua vida começou com a doação dessa semente, o que me faz acreditar que não importa o tamanho, todos têm algo bom para plantar, doar, acrescentar!

Li um padre amigo dizer algo que me fez pensar sobre isso: “Para que novas coisas sejam feitas é preciso total desapego do que está velho, ou se tornou rotineiro e não impulsiona a renovação. O ser humano possui o hábito de acomodar-se quando acredita que ‘já está tudo bem’, ou que a situação está cômoda e não há necessidade de mudança, ai é que precisas mudar tua forma de raciocínio, não deves acomodar-se nunca” (Pe Alexandre Paciolli).



Toda árvore precisa de cuidados, precisa de um bom solo, compatível com o que ela é e precisa pra crescer forte. E eu me pergunto: quem eu sou?
Acho que é uma pergunta que vamos responder ao longo da vida, mas somente a partir do momento em que decidimos viver todos os processos naturais da vida. Volto a me lembrar da árvore.
Ela tem momentos imponentes, folhas verdinhas, flores e suas cores radiantes e seus frutos. Mas também há o tempo das folhas secas, das podas dos galhos para que cresçam mais fortes.

É assim na vida também! Cada processo que se vive precisa ser fecundo, bem vivido, encarado como uma oportunidade. Quem foge das podas, por exemplo, pode não estar forte o suficiente para dar frutos no tempo devido.


Cada dia mais eu percebo a importância de ser sincero e verdadeiro com os outros e consigo mesmo. Se eu me encho de máscaras, de fugas, de coisas superficiais para agradar um e outro, pra tentar conseguir isso ou aquilo, pra esconder meus limites; talvez jamais saberei se é hora de podar ou de dar frutos. Não é possível se conhecer e viver em harmonia se não há verdade.


Não sou a árvore mais bonita do jardim, mas a minha busca ainda não terminou. Hoje sou feliz porque com algumas podas, colho frutos maduros de sementes que plantei e cultivei ao longo do tempo. E mesmo que algumas vezes eu não acerte, sei que meu amor e carinho é fecundo e sincero, e com certeza plantou sementes por onde passei.


Perdi coisas? Sim. Mas o que foi construído dentro de mim por todas as experiências vividas, fazem minhas raízes cada vez mais fortes e profundas, por isso eu sei que ainda tenho muitos galhos para florir, frutos pra colher, podas para sofrer, mas sempre com uma paz imensa em descobrir todo dia um pouco mais de quem eu sou.

Adeus Zona de Conforto!


No mês de janeiro fiz uma experiência incrível, saí da zona de conforto, dos palcos, do microfone e fiz um lindo caminho de aprendizado no serviço a Deus e ao próximo!
Quanto tempo faz que você não sai da sua ZONA DE CONFORTO e se lança em algo novo, desafiador? 
Topa o desafio? Assista o vídeo e faça a sua escolha!


Sobre os presentes que o passado me deu...

Diz a ciência que cada ação tem uma reação, e apesar de eu odiar as aulas de físicas, devo admitir que vivo isso em minha vida, muito além das teorias.
Cada ação, decisão que fazemos gera uma reação, uma consequência em nossa vida e na vida do outro, no mundo do outro. Uma palavra, um gesto, deixa marcas, lembranças – boas ou péssimas - que podemos levar pro resto da vida.

Eis o ponto do meu pensamento desses dias: será que nós temos consciência das marcas que estamos deixando por aí e as que estamos levando em nossa bagagem da vida?
Algumas coisas podem até parecer insignificantes, essas do tipo superficiais e passageiras, que “não tem nada a ver”, qual o problema de dizer/fazer isso, viva o momento (adoro essa #sqn). Mas depois de um certo tempo, olhando pra trás e pra dentro de mim, percebi que sim, cada uma dessas ações, pequenas ou grandes, deixaram marcas enormes em mim.

E não são só lembranças de um passado distante, são como pedrinhas que entram no sapato e que mudam o meu jeito de caminhar, ou até mesmo direcionam ou facilitam o caminhar. E eu penso: ah! Se eu tivesse noção de que isso influenciaria toda a minha vida no futuro, talvez teria agido de outra forma.
É algo que alguns chamam de ganho secundário, que faz por exemplo, uma mulher não conseguir emagrecer, porque havia um ganho secundário em não conseguir, que era manter-se "menos atraente", porque na verdade ela tinha um trauma forte no que diz respeito à relação com homens. Já parou pra pensar que isso pode acontecer mais do que se imagina?


Quando me deparei com isso numa conversa com um amigo “filósofo”, comecei a pensar em tantas e tantas marcas que certas ações mal pensadas ou não, deixaram em mim e que estão influenciando diretamente nas minhas escolhas no HOJE.
Não é fácil olhar para si, muita gente tem medo e até mesmo preguiça, prefere a vida cômoda. Mas uma vida cômoda não é sinônimo de vida confortável. E quanto mais caminhamos e nos abrimos para descobrir cada uma dessas marcas e ganhos secundários que nos acompanham, mais vamos nos libertando de traumas, marcas e construindo um futuro mais livre, mais leve pra se viver.

Hoje eu paro para refletir não só sobre as minhas ações comigo mesma, mas com os outros. As palavras tem forças, alguns olhares marcam profundamente, e as ações podem transformar belezas em desastres.
Antes de agir, pense em qual reação isso pode causar no outro e na sua própria história. E quanto mais cuidado você tiver, mais livre será de marcas do passado. Quanto mais se libertar e tiver a capacidade de se conhecer e ser sincero com você mesmo, você atrairá mais situações e pessoas que tem o mesmo pensamento.

Talvez a vida seja esse caminho de escolhas, de ganhos e perdas, onde todo dia eu olho para a minha bagagem, fico com o que convém, jogo fora o que só me pesa e não agrega, pra ir construindo quem eu sou.